PNT
Conheça o PNCT

Plano Nacional de Contagem de Tráfego


O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) retomou, em 2014, o Plano Nacional de Contagem de Tráfego (PNCT). A identificação do comportamento do tráfego nas rodovias federais é fundamental para as atividades-fim do DNIT.

Em 2012, houve estudos desenvolvidos pelo DNIT, por meio do Instituto de Pesquisas Rodoviárias (IPR), em parceria com a Universidade Federal de Santa Cantarina (UFSC), que resultaram no novo plano de contagem de tráfego. Os estudos identificaram 320 locais para receber a instalação dos postos de coletas permanentes.

Para a consolidação do PNCT, além de definir um plano sistematizado de contagem de tráfego permanente nas rodovias federais, o DNIT está realizando as Pesquisas Origem e Destino com o objetivo de expandir as informações do tráfego para toda a malha rodoviária federal. Assim, o DNIT firmou parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para o desenvolvimento de metodologia, consolidação e tratamento dos dados de fluxos de veículos. Para a realização das coletas das informações dos fluxos de veículos nas rodovias federais, foi firmada a parceria com o Comando de Operações Terrestres (COTER), do Exército Brasileiro.

Histórico

A implantação do PNCT ocorreu de forma lenta e gradativa, até chegar a sua constituição atual. O PNCT teve início em 1975 na Reunião de Técnicos de Trânsito, com o “Programa de Contagem Sistemática de Trânsito”, implantado nos estados do RJ, SP, MG.

Em 1976 este programa evoluiu para o “Plano Piloto de Contagem Sistemática de Trânsito”. Com o sucesso do plano piloto e, verificada a eficiência dos aparelhos contadores, o DNIT expandiu o programa de contagens, empregando a mesma metodologia já testada e aprovada.

Assim, em 1977 teve início o Plano Nacional de Contagem de Trânsito (PNCT) com 120 postos permanentes. Em 1989 o PNCT tinha implantado 235 permanentes, evoluindo para 266 em 1997 e em 1998 para 285 postos.

Entre 1999 e 2001, os Postos de Monitoramento de Tráfego na Rede Rodoviária Federal sob jurisdição do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes – DNIT já coletavam dados relativos ao volume de tráfego, às velocidades operacionais dos veículos e às cargas por eixo para os veículos de carga e de transporte coletivo.

Esses dados, associados às características físicas dos trechos rodoviários objeto dos levantamentos, fornecem valiosas informações para que melhor sejam conhecidos os aspectos operacionais do tráfego nos principais eixos de transporte do país, subsidiando os estudos voltados para a definição das políticas de construção, manutenção e administração de rodovias, vinculadas a uma política multimodal de transportes.

Existiam, no total 100 (cem) Postos de Monitoramento, entre planejados e em operação, com o objetivo de se coletar dados nos trechos mais representativos da Rede Rodoviária Federal.

Estes 100 postos foram agrupados em 04 sub-sedes, conforme relacionado abaixo:

  • Sub-sede Belo Horizonte = 34 postos
  • Sub-sede Fortaleza = 22 postos
  • Sub-sede Curitiba = 28 postos
  • Sub-sede Cuiabá = 16 postos

Em 2001 o PNCT foi interrompido por contingenciamentos orçamentários e agora em 2013 é retomado a partir da contratação de serviços de contagem de tráfego em pontos específicos da malha rodoviária federal e através de cooperação técnica estabelecida com o Exército Brasileiro.

Mais informações sobre o edital do novo PNCT.

Planilha com os dados históricos (1994 a 2001) de VMD por mês e ponto de contagem.

Importância

O desenvolvimento do Plano Nacional de Contagem de Tráfego, procurou e procura cobrir os trechos mais representativos da malha rodoviária de cada estado e, sem dúvida, de fundamental importância, pois seus resultados são subsídios básicos para os estudos de planejamento em geral, estudos econômicos e projetos rodoviários, essenciais ao estabelecimento de critérios para o cumprimento das seguintes finalidades:

  • Planejar o sistema rodoviário;
  • Programar necessidades e prioridades de melhorias no sistema rodoviário;
  • Medir a demanda atual de serviços por via rodoviária;
  • Estabelecer as tendências de tráfego no futuro;
  • Determinar os volumes de viagens de forma a proporcionar justificativa econômica aos investimentos programados;
  • Avaliar o fluxo existente de tráfego em relação ao sistema rodoviário atual;
  • Estimar os benefícios dos usuários nas rodovias;
  • Estabelecer uma classificação do sistema rodoviário;
  • Justificar e planejar o policiamento;
  • Estabelecer o veículo de projeto para fins de projeto geométrico;
  • Projetar pavimento, obras de arte, seção transversal e outros elementos de rodovia;
  • Estudos de localização de postos de pesagem, socorro médico emergencial e etc.;
  • Analisar a capacidade e estabelecer o Nível de Serviço;
  • Realizar análise estatística de acidentes;
  • Localizar e projetar instalações para a operação rodoviária.

Metodologia Atual

Diante da retomada do PNCT, o DNIT estabeleceu inúmeras frentes de ação, buscando cobrir o maior número de informações sobre a malha rodoviária federal brasileira. Sendo assim, estão vigentes contratos para a contagem de tráfego permanente em pontos específicos e cooperação para a execução de Pesquisa Origem e Destino.

As contagens de tráfego permanente estão baseadas na instalação de equipamentos de contagem de tráfego em que o volume de veículos que passa em determinado ponto da rodovia será contabilizado e classificado. Além disso, são medidos parâmetros como Peso Bruto Total – PBT, Peso por Eixo, Distância entre eixos e Velocidade Instantânea do veículo. Ao todo, serão 320 pontos monitorados durante o período de 3 anos, inicialmente.

Para a Pesquisa Origem e Destino, serão considerados 300 pontos específicos na malha rodoviária federal e essa pesquisa será realizada em 4 fases. A partir dessa pesquisa será possível caracterizar o tráfego nas principais rotas rodoviárias do país e assim obter informações que contribuam para o planejamento da infraestrutura rodoviária federal. Os resultados também permitirão a expansão e estimativa dos volumes de tráfego para demais pontos da malha rodoviária federal a partir de modelos matemáticos que também serão desenvolvidos a partir dos estudos previstos.